As
nuvens de elétrons são a fonte da difração. E,
um núcleo pesado, tendo grande densidade de elétrons (como o
fósforo no DNA, veja abaixo), tem um efeito maior que um núcleo
leve.
Um resumo de explicação de Max Perutz (que trabalhou na estrutura
da hemoglobina com difração de raios-X e bioquímica,
e ganhou o Prêmio Nobel em 1962):
"Na
difração tem-se forte intensidade onde os átomos estão
posicionados ao longo de repetidos planos. A interferência mútua
entre esses planos paralelos de cristal, bloqueiam e suspendem o feixe de
luz, exceto em certos ângulos, mas, nestes ângulos, a reflexão
dos planos num conjunto de planos deve ter causado isto... “
Imagine um feixe de luz de raio-x passando através de hélices
perpendiculares ao longo de um eixo. O DNA esticado com milhões de
fios paralelos, sob condições apropriadas, produz algo com características
de um cristal, pelo menos o suficiente para um razoável padrão
de difração.
As hélices aparecem para o raio-x assim como os átomos estão
posicionados em repetidos planos – os planos de zig e zag... o resultado,
quando os raios atravessam o filme, é um evidente arranjo de pequenas
manchas curtas horizontais que saem em
diagonal a partir de um ponto central, formando algo com característica
de X ou cruz de malta. O zig causa um braço da cruz, o zag, o outro.
O ângulo exato da cruz é causado pelo ângulo do zig até
o zag – isto é, pela inclinação da hélice.
O
ângulo de 3.4 Å (angstrom) acontece por causa dos nucleotídeos
– em particular o elemento mais forte neles, os átomos de fósforo
– que se repete ao longo da hélice nesse intervalo. O fato de,
no DNA, as bases serem empilhadas numa hélice, paralelas umas as outras,
34 Å (angstrom) de distância fazem o ângulo mais intenso.