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	<title>Biologia Molecular</title>
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		<title>Replicação: O RNA iniciador da síntese de DNA</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:23:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Replicação]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[Como já visto nas seções anteriores da Replicação      do DNA (Replicação e      Sentido da sintese      de DNA), a atividade de síntese das polimerases do DNA é      adicionar nucleotídeos na extremidade 3´OH livre de uma cadeia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Como já visto nas seções anteriores da Replicação      do DNA (<a title="Replicação" href="/replicacao.shtml">Replicação</a> e      <a title="Sentido da sintese de DNA" href="/replicacao/sentido.shtml">Sentido da sintese      de DNA</a>), a atividade de síntese das polimerases do DNA é      adicionar nucleotídeos na extremidade 3´OH livre de uma cadeia      em crescimento. Isso quer dizer que as polimerases do DNA requerem a presença      de uma extremidade 3´OH livre de um nucleotídeo corretamente      emparelhado à cadeia molde, para poderem atuar.</p>
<p>Assim, as polimerases do DNA não conseguem iniciar uma síntese,      ou seja, adicionar um primeiro nucleotídeo sobre uma cadeia molde.      Mas, então, como a síntese do DNA é iniciada?</p>
<h3>A primase do DNA e a síntese do <em>primer</em> de RNA</h3>
<p>Para que a polimerase III do DNA comece uma polimerização é      necessário que uma outra enzima adicione os primeiros nucleotídeos.      Essa enzima é uma polimeraze especial que catalisa a síntese      de um pequeno fragmento de RNA sobre a cadeia molde do DNA, o qual atua como      inciador para a polimerase III do DNA adicionar desoxirribonucleotídeos.</p>
<p>O fragmento de RNA iniciador de uma cadeia de DNA que, em bactéria,      tem cerca de 2 a 3 nucleotídeos, é chamado de <strong><em>primer</em> de RNA</strong> e a enzima que catalisa sua síntese é denominada      <strong>primase do DNA</strong>.</p>
<p>A primase do DNA atua no início da replicação, sintetizando      o <em>primer</em> necessário para começar a síntese da      cadeia <em>leading</em>, e também, durante todo o processo, sintetizando      os <em>primers</em> necessários para o início da síntese      de cada fragmento de Okazaki. Isso é necessário porque após      completar um fregmento de Okazaki, a polimerase do DNA da cadeia<em> lagging</em> precisa iniciar a síntese de um novo fragmento.</p>
<p>Os <em>primers</em> de RNA são feitos a intervalos regulares sobre      a cadeia molde da cadeia lagging e são, em seguida, alongados pela      polimerase III para gerar os fragmentos de Okazaki. A síntese de cada      fragmento de Okazaki termina quando a polimerase do DNA atinge o <em>primer</em> de RNA ligado à extremidade 5´ do fragmnento sintetizado anteriormente.</p>
<p>Clicando no link a seguir, você poderá ver uma animação      ilustrando o processo da replicação do DNA, mostrando a ação      da primase e da polimerase III, sintetizando a cadeia <em>leading</em> e os      fragmentos de Okazaki na cadeia <em>lagging</em>.</p>
<h3>A substituiçaõ do <em>primer</em> por um segmento de DNA</h3>
<p>Nas proximidades da forquilha de replicação, a cadeia<em> lagging</em> é constituída, portanto, por fragmentos de Okazaki, ligados      à seus respectivos <em>primers</em> de RNA, dispostos linearmente ao      longo da cadeia molde. Os <em>primers</em> de RNA precisam ser removidos e      substituídos por segmentos de DNA, antes dos fragmentos de Okazaki      serem unidos entre si. A eliminação dos <em>primers</em> é      feita pela atividade exonucleotídica 5´ =&gt; 3´ de uma      enzima que pode ser tanto uma &#8220;Rnase H&#8221; quanto a &#8220;polimerase      I&#8221; do DNA.</p>
<p>A Rnase é uma enzima que degrada especificamente moléculas      de RNA que formam híbridos com DNA, ou seja, cadeias de RNA emparelhadas      a cadeias de DNA. Assim, elas podem detectar o <em>primer</em> de RNA, que      se encontra emparelhado à cadeia molde de DNA, e degradá-lo.      Quando isso ocorre, cria-se uma falha entre dois fragmentos de Okazaki contiguos,      a qual é preenchida por ação de uma polimerase de reparo      de DNA, a polimerase I do DNA.</p>
<h3>Características da polimerase I do DNA</h3>
<p>A polimerase I do DNA é uma cadeia polipeptídica única      com três atividades enzimáticas:</p>
<p>1 &#8211; polimerização no sentido 5´ =&gt; 3´<br />
2 &#8211; atividade exonucleotídica no sentido 3´ =&gt; 5´<br />
3 &#8211; atividade exonucleotídica no sentido 5´ =&gt; 3´</p>
<p>Existem proteases que cortam a polimerase I em dois fragmentos polipeptídicos      de tamanhos diferentes. O maior, denominado <strong>fragmento Klenow</strong>,      conserva a capacidade de polimerização e a atividade exonucleotídica      3´ =&gt; 5´. Já o fragmento menor, que não recebe      denominação especial, mantém a atividade exonucleotídica      5´ =&gt; 3´.</p>
<h3>A reação de deslocamento do corte</h3>
<p>Graças a sua capacidade de alongamento de cadeia polinucleotídica      e à sua atividade exonucleotídica 5´ =&gt; 3´, a      polimerase I do DNA é capaz de substituir os primers de RNA por segmentos      de DNA por meio de um processo denominado <strong>deslocamento do corte </strong>(do      ingês <em>nick translation</em>). Nesse processo, a polimerase I reconhece      um corte (<em>nick</em>) na cadeia do DNA, isto é, ausência de      ligação fosfodiéster entre a extremidade 3´ de      um resíduo de nucleotídeo e a extremidade 5´ do resíduo      vizinho, que, nesse caso, é o início do <em>primer</em> de RNA.      Uma vez conhecido o <em>nick</em>, a enzima se liga à extremidade 3´OH      livre e, por meio de sua atividade exonucleotídica 5´ = 3´,      remove por hidrólise o primeiro ribonucleotídeo do <em>primer</em> do fragmento de okazaki seguinte. Enquanto isso ocorre, a atividade polimerizadora      da enzima, adiciona, à extremidade 3´OH do fragmento de Okazaki      ao qual ela está ligada, um desoxirribonucleotídeo no lugar      do ribonucleotídeo que foi removido.</p>
<p>Desse modo, o <em>nick</em> se desloca um nucleotídeo no sentido 5´      =&gt; 3´ e o processo se repete. A polimerase I do DNA realiza em sequência      cerca de 10 a 12 ciclos de hidrólise e polimerização      antes de se dissociar do DNA. Isso é mais do que suficiente para substituir      todo o <em>primer</em> de RNA por DNA. Essa reação chama-se      <em>nick translation</em>, pelo fato da atividade da enzima mover o <em>nick</em> entre dois fragmentos de Okazaki.</p>
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		<title>Replicação: O Sentido da Síntese do DNA</title>
		<link>http://www.biomol.org/replicacao/sentido.shtml</link>
		<comments>http://www.biomol.org/replicacao/sentido.shtml#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Replicação]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[Síntese DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[



A replicação semi-conservativa do DNA exige que duas cadeias      polinucleotídicas que formam a hélice do DNA se separem, de      modo a expor as bases que irão orientar o emparelhamento dos nucleotídeos      para formação das novas cadeias complementares às cadeias  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><script type="text/javascript"><!--
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</script><br />
A replicação semi-conservativa do DNA exige que duas cadeias      polinucleotídicas que formam a hélice do DNA se separem, de      modo a expor as bases que irão orientar o emparelhamento dos nucleotídeos      para formação das novas cadeias complementares às cadeias      moldes.</p>
<p><script type="text/javascript"><!--
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</script></p>
<p>A separação de duas cadeias da hélice do DNA ocorre      à medida que as novas cadeias vão sendo sintetizadas. A região      de separação das cadeias tem a forma de uma letra <strong>Y</strong> e é denominada <strong>forquilha de replicação</strong>.</p>
<h3>A síntese semidescontínua do DNA</h3>
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</script><br />
Os experimentos mostraram que ambas as cadeias filhas são sintetizadas      na forquilha de replicação por um complexo de enzimas que inclui      a polimerase III do DNA. Como, no entanto, as duas cadeias moldes são      antiparalelas, em uma delas a síntese da cadeia complementar ocorre      no sentido 5´ =&gt; 3´, mas na outra cadeia essa síntese      teria que se dar no sentido inverso, ou seja, 3´ =&gt; 5´. No      entanto, as duas cadeias são sintetizadas pela polimerase III do DNA,      que só catalisa o crescimento da cadeia no sentido 5´ =&gt; 3´.</p>
<p>A explicação para esse paradoxo é que, na forquilha      de replicação, uma das cadeias é sintetizada continuamente      por uma polimerase que se move no mesmo sentido do deslocamento da forquilha.      Já a cadeia com polaridade inversa é sintetizada no sentido      inverso ao do deslocamento da forquilha de replicação, portanto,      também no sentido 5´ =&gt; 3´. Isso é possível      porque, nesse último caso, a polimeraze sintetiza segmentos polinucleotídicos      curtos, que são, posteriormente, unidos para formar a nova cadeia contínua.</p>
<p>Na figura abaixo podemos ver as duas cadeias sendo sintetizadas no sentido      5´ =&gt; 3´.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 435px">
	<img src="/wp-content/assets/images/replicacao/cadeias_lead_lagg.png" alt="" width="435" height="200" />
	<p class="wp-caption-text">Figura 1 -Replicação do DNA. Ambas as cadeias são sintetizadas no sentido 5´ =&gt; 3´. A cadeia leading é sintetizada continuamente, enquanto a cadeia lagging é sintetizada descontinuamente. Modificada a partir de http://www.blc.arizona.edu/Marty/181/181Lectures/Figures/POHS_Figures/Chap11/Fig11_16.gif</p>
</div>
<p>A cadeia que cresce no mesmo sentido que o deslocamento da forquilha de replicação,      e cuja síntese ocorre <strong>continuamente</strong>, é chamada      de <strong>cadeia leading</strong>, conforme pode ser visto na figura 1 acima.</p>
<p>A cadeia que cresce no sentido oposto ao deslocamento da forquilha de replicação,      e cuja síntese ocorre <strong>descontinuamente</strong>, é chamada      de <strong>cadeia lagging</strong>.</p>
<p>Esse modo de replicação do DNA, em que uma das cadeias é      sintetizada continuamente e a outra, descontinuamente, é chamado de      <strong>síntese semidescontínua</strong>. Costuma-se dizer também      qua a síntese do DNA na forquilha de replicação é      assimétrica, pois em uma das cadeias (cadeia <em>leading</em>) ela      ocorre continuamente, enquanto que na outra (cadeia <em>lagging</em>) ela      ocorre de modo descontínuo, em fragmentos. Esses fragmentos são      denominados <strong>fragmentos de Okazaki</strong> e podem ser vistos na figura      1 acima.</p>
<h3>A descoberta dos fragmentos de Okazaki</h3>
<p>A hipótese da síntese descontínua da cadeia <em>lagging</em> foi corroborada por um experimento realizado pelo pesquisador Reiji Okazaki<sup>1</sup>,      no final da década de 1960. Okazaki forneceu, a bacterias em divisão,      timina tritiada, isto é, um desoxirribonucleotídeo com a base      timina (=timidina) marcado com átomos de trítio (um isótopo      radioativo do hidrogênio).</p>
<p>Esse precursor do DNA, altamente radioativo, foi deixado em contato com as      bactérias por apenas alguns segundos, de modo que somente o DNA recém-sintetizado,      ou seja, aquele imediatamente após a forquilha de replicação,      se tornasse radioativo. O DNA foi então isolado e analisado, mostrando      que parte da radioatividade estava contida em fragmentos de cadeias polinucleotídicas,      com cerca de mil a dois mil nucleotídeos.</p>
<p>Quanto maior fosse o tempo de contato das bactérias com o precursor      radioativo maior era quantidade de radioatividade em cadeias de DNA de grande      tamanho. A conclusão foi que os nucleotídeos eram primeiramente      polimerizados em fragmentos de mil a dois mil nucleotídeos, os quais      eram, em seguida, reunidos para formar cadeias longas.</p>
<p>Esses pequenos pedaços de DNA que aparecem transitoriamente durante      a síntese da cadeia<em> lagging</em> foram denominados <strong>fragmentos      de Okazaki</strong>.</p>
<hr />1 &#8211; Para saber          mais sobre <strong>Reiji Okazaki (1930 &#8211; 1975):</strong></p>
<p><a title="http://www.blc.arizona.edu/marty/411/Modules/okazaki.html" href="http://www.blc.arizona.edu/marty/411/Modules/okazaki.html" target="name_transparente">Informações                sobre Reiji Okazaki e os experimentos que levaram à descoberta                dos fragmentos de Okazaki.</a></p>
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		<title>Replicação do cromossomo bacteriano</title>
		<link>http://www.biomol.org/historia/replicrombac.shtml</link>
		<comments>http://www.biomol.org/historia/replicrombac.shtml#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:09:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[Sítese DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[



Os experimentos realizados por Meselson e Stahl haviam evidenciado que a      replicação do DNA era semiconservativa.      No entanto, seus resultados não haviam provido nenhuma informação      sobre como era a replicação do cromossomo. Questões como      &#8220;em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><script type="text/javascript"><!--
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</script><br />
Os experimentos realizados por Meselson e Stahl haviam evidenciado que a      replicação do DNA era <a href="/historia/replisemicon.shtml">semiconservativa</a>.      No entanto, seus resultados não haviam provido nenhuma informação      sobre como era a replicação do cromossomo. Questões como      &#8220;em quantos lugares a replicação é iniciada&#8221;      (origens da replicação), e &#8220;qual seria a direção      da replicação&#8221;, ainda precisavam ser respondidas.</p>
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</script></p>
<p>No início da década de 1960, <strong>John Cairns</strong> conseguiu pela primeira vez, observar DNA bacteriano em duplicação. Ele confirmou a forma      circular sugerida pelos experimentos genéticos anteriormente realizados, e      consegui observar como a replicação do DNA bacteriano ocorria.</p>
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</script></p>
<p>A técnica usada por Cairns permitiu a observação das moléculas íntegras de DNA bacteriano. Isso foi um grande feito,      pois essas moléculas se quebram facilmente durante o processo de isolamento.</p>
<p>Sobre isso, Cairns escreveu o seguinte:</p>
<p><em>“Embora nada se soubesse a respeito do número de moléculas      do DNA no cromossomo da <span style="text-decoration: underline;">Escherichia coli, sabia-se que a dispersão      do DNA da bactéria entre os seus descendentes, era semi-conservativa.      Por esta e outras razões, parecia provável que o cromossomo      bacteriano fosse uma única molécula de DNA muito grande. No      entanto, todo o DNA isolado de bactérias, era constituído por      moléculas muito menores que o tamanho esperado para o cromossomo completo.      Uma explicação para isso foi sugerida por A.D. Hershey [...].      Ele afirma que moléculas de DNA gigantes, como as que formam o cromossomo      de certos vírus [..] são tão grandes que se tornam excessivamente      frágeis. Talvez o mesmo seja verdade a respeito do cromossomo bacteriano      [...] que contém cerca de 20 vezes mais DNA que o maior vírus      bacteriano.”</span></em></p>
<p>Cairns concluiu que o procedimento para visualizar a replicação      do DNA bacteriano deveria ser delicado o suficiente para evitar que a molécula      se quebrasse. Além disso, os contornos da fibra original e da recém-sintetizada,      deveriam ser observados.</p>
<p>O aparelho ideal para observar fibras tão finas, como era a molécula      de DNA, seria o microscópio eletrônico. No entanto, Cairns optou      pela auto-radiografia e observação no microcópio óptico.</p>
<p>A técnica de auto-radiografia consiste em se marcar com <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/isotopo.htm')">isótopos    radioativos</a> as moléculas que se deseja observar. Em seguida, o material      marcado é coberto com uma emulsão fotográfica e mantido      protegido da luz por um certo tempo que pode variar, de horas a meses, dependendo      do grau de marcação. Nesse período de exposição,      a radiação beta (elétrons resultantes da desintegração      atômica do núcleo do isótopo) impressiona a emulsão      fotográfica. Assim, após a revelação da emulsão,      os grãos negros no filme corresponderão a desintegrações      atômicas, revelando a presença de isótopos radioativos      no local impressionado.</p>
<p>Cairns usou timina radioativa para marcar as moléculas de DNA bacteriano.      Ele adicionou essa substância ao meio de cultura das bactérias,      imaginando que ela seria absorvida pelas células e, no caso delas estarem      duplicando o seu cromossomo, ela seria incorporada às novas moléculas      de DNA. Como a timina é um componente exclusivo do DNA, é um      marcador específico de DNA.</p>
<p>Essa técnica já havia sido utilizada por Cairns para marcar      DNA viral e mostrar a forma de seu cromossomo.</p>
<p>Porque a escolha da auto-radiografia e microscopia óptica?</p>
<p>Segundo Cairns, &#8220;<em>esta oferece certas vantagens peculiares e porque      já provou ser a técnica mais fácil, embora menos precisa,      para a visualização das moléculas grandes de DNA. Além      disso, apesar do baixo poder de resolução da auto-radiografia      (comparada ao microscópio eletrônico), as moléculas de      DNA são tão longas que aparecem sob a forma de um arranjo linear      de grãos (resultantes da impressão do filme autorradiográfico).      O método exagera grosseiramente o diâmetro do DNA, mas isso não      constitui problema para o estudo que realizo</em>&#8221;</p>
<p>Cairns descreve seu trabalho com as bactérias da seguinte maneira:</p>
<p><em>&#8220;O projeto geral dos experimentos requeria que o DNA marcado fosse      extraído das bactérias tão delicadamente quanto possível,      e depois montado &#8211; sem quebrar suas moléculas &#8211; para a auto-radiografia.      O que fiz foi matar as bactérias que tinham sido alimentadas com timina      radioativa por diversos períodos de tempo, colocando-as em um pequeno      recipiente, fechado em um dos lados por uma membrana semipermeável.      No recipiente foi adicionada uma solução contendo a enzima lisozima      e um detergente para romper as células bacterianas e liberar seu DNA&#8221;</em></p>
<p>Após a digestão da bactérias, a membrana que cobria      o recipiente era perfurada e o líquido era escorrido vagarosamente.      Nesse processo, algumas moléculas de DNA ficavam aderidas ao filtro      que era, então, coberto com uma emulsão fotográfica e      deixado em exposição por cerca de dois meses. Cairns optou por      deixar que o DNA aderisse espontaneamente ao filtro para diminuir a turbulência      sofrida pelas moléculas, evitando sua quebra. Visto que a <em>E. coli</em> sintetiza DNA durante todo seu ciclo de divisão, algum DNA extraído,      deveria ser flagrado no ato de replicação.</p>
<p>FIGURA ESQUEMATICA DO EXPERIMENTO DE CAIRNS:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 191px">
	<img src="/wp-content/assets/desenhos/parte1aa.jpg" alt="" width="191" height="77" />
	<p class="wp-caption-text">1 - As bactérias e a lisozima são colocadas em um recipiente fechado por uma membrana semipermeável.</p>
</div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 300px">
	<img src="/wp-content/assets/desenhos/parte1bb.jpg" alt="" width="300" height="169" />
	<p class="wp-caption-text">2- O recipiente é mergulhado em uma solução contendo detergente, o qual difunde-se através da membrana semi-permeável e provoca ruptura das células bacterianas com liberação de seu DNA.</p>
</div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 300px">
	<img src="/wp-content/assets/desenhos/parte1cc.jpg" alt="" width="300" height="166" />
	<p class="wp-caption-text">3 - O recipiente é transferido para uma solução salina cujo objetivo é eliminar o detergente por difusão.</p>
</div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 300px">
	<img src="/wp-content/assets/desenhos/desenho5a.jpg" alt="" width="300" height="247" />
	<p class="wp-caption-text">4 - A membrana semi-permeável é perfurada de modo que a solução do recipiente escoe lentamente.</p>
</div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 299px">
	<img src="/wp-content/assets/desenhos/desenho4a.jpg" alt="" width="299" height="237" />
	<p class="wp-caption-text">5 - À medida que a solução escoa, moléculas de DNA ficam aderidas à membrana semi-permeável.</p>
</div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 162px">
	<img src="/wp-content/assets/desenhos/desenho6a.jpg" alt="" width="162" height="280" />
	<p class="wp-caption-text">6 - A membrana é retirada, colocada sobre uma lâmina de microscopia e coberta com emulsão fotográfica.</p>
</div>
<p><em>Figuras criadas a partir do desenho encontrado na apostila      do curso de Biologia Molecular da graduação em Ciências      Biológicas &#8211; USP.</em></p>
<p>Segundo Cairns:</p>
<p><em>&#8220;Uma virtude peculiar da autoradiografia é que se vê      apenas aquilo que foi marcado. Dessa forma, a técnica pode dar informações      sobre a história e a forma de uma estrutura marcada. A maneira mais      fácil de determinar qual dos esquemas de replicação estava      ocorrendo seria observar um DNA que tivesse replicado por um curto período      de tempo na presença de timina marcada. Apenas o DNA sintetizado mais      recentemente seria visível e, assim, seria possível determinar      se as duas moléculas descendentes, estavam sendo produzidas no mesmo      ponto ou em regiões diferentes da molécula original.&#8221;</em></p>
<p>As figuras obtidas após marcação por apenas 3 minutos,      cerca de 1/10 do tempo de geração, mostraram que os dois fios      marcados estavam sendo produzidos no mesmo local, ou seja, em uma região      particular de uma molécula original maior. Elas mostraram também      que pelo menos 80 micrômetros de DNA se replica nesse intervalo de tempo.</p>
<p>Outra conclusão foi que duas estruturas estão sendo sintetizadas      simultaneamente na região de replicação o que evidencia      o aspecto <a href="/historia/replisemicon.shtml">semi conservativo</a> da duplicação      cromossômica em bactéria.</p>
<p>No entanto, saber se o cromossomo bacteriano era constituído por uma      única molécula de DNA e como se dava a sua duplicação      como um todo, demandou um grande esforço.</p>
<p>Cairns descreve essa etapa da investigação nos seguintes termos:</p>
<p><em>&#8220;Foi necessário observar o DNA marcado com timina através      de várias gerações. Além disso, era preciso encontrar,      no emaranhado de cromossomos extraídos de <span style="text-decoration: underline;">E. coli, auto-radiografias      de cromossomos intactos e desembaraçados o suficiente para poderem      ser vistos integralmente.</span></em></p>
<p>Os resultados de Cairns levaram-no a concluir:</p>
<p>1. <em>&#8220;O cromossomo de <span style="text-decoration: underline;">E. coli contém, aparentemente,      uma única molécula de DNA, de mais ou menos 1 milímetro      de comprimento [...]. É, de longe, a maior molécula de que se      tem conhecimento no sistema biológico.&#8221;</span></em></p>
<p>2. <em>&#8220;A molécula contém duas cadeias polinucleotídicas      que se separam na época da duplicação.&#8221;</em></p>
<p>3. <em>&#8220;A molécula se duplica em um único ponto que se      desloca por todo o cromossomo. Nesse ponto, as duas novas cadeias estão      sendo produzidas: duas cadeias vão se tornando quatro. Esse ponto veio      a se chamar <strong>&#8216;forquilha&#8217;</strong> de replicação, por      causa de sua forma.&#8221;</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Evidência da replicação semiconservativa</title>
		<link>http://www.biomol.org/historia/replisemicon.shtml</link>
		<comments>http://www.biomol.org/historia/replisemicon.shtml#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[Molecular]]></category>
		<category><![CDATA[Síntese DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[



Já      tínha-se as evidências de que o DNA era a molécula que      continha as informações hereditárias e, já tínha-se      um modelo para sua estrutura. Faltava uma proposta para como essa molécula      se replicava, isto é, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><script type="text/javascript"><!--
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</script>
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</script><br />
Já      tínha-se as evidências de que o DNA era a molécula que      continha as informações hereditárias e, já tínha-se      um modelo para sua estrutura. Faltava uma proposta para como essa molécula      se replicava, isto é, se reproduzia.      Uma      hipótese para a replicação da molécula de DNA      foi proposta por Watson e Crick em 1953, em seguida à proposta do modelo      de sua estrutura. Watson e Crick imaginaram que durante a replicação      do DNA, cada uma das duas cadeias da molécula serviria como um molde      para a confecção de uma nova cadeia complementar. Dessa forma,      uma molécula de DNA, ao se replicar, produziria duas moléculas      filhas, idênticas à molécula mãe original, cada      uma delas contendo uma das cadeias da molécula mãe antiga, e      uma nova cadeia, recém-sintetizada.      De      acordo com essa hipótese, metade da molécula de DNA é      conservada a cada replicação, portanto, esse mecanismo de reprodução      do DNA foi chamado de <strong>replicação semiconservativa</strong>.</p>
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<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 100px">
	<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov:80/books/bookres.fcgi/hmg/ch1f8.gif "><img src="/wp-content/assets/images/DNA_repl_semicon.gif" alt="" width="100" height="228" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Figura 1 - Representação esquemática da replicação semiconservativa.  Fonte: </p>
</div>
<p><strong>cores    sólidas</strong> &#8211; DNA original que consiste de duas hélices complementares,    antiparalelas que se abrem através da quebra das pontes de hidrogênio.</p>
<p><strong>cores    sem preenchimento</strong> &#8211; Nova hélice complementar antiparalela que    é sintetizada a partir da molécula original que atua como molde.</p>
<h3>O      teste da hipótese da replicação semiconservativa</h3>
<p>Tendo      a hiopótese da replicação semiconservativa, o próximo      passo era testar essa hipótese. Esse teste foi possível graças      ao desenvolvimento das técnicas de análise bioquímica      que ocorreu ao longo da década de 1950.<br />
Esse    teste foi feito pela primeira vez em 1958 pelos pesquisadores <strong>Matthew    Meselson<sup>1</sup></strong> (n. 1930) e <strong>Franklin Stahl<sup>1</sup></strong> (n. 1929). Eles trabalharam com a <strong>marcação do DNA por    incorporaçao de nitrogênio pesado <sup>15</sup>N.</strong></p>
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<p>Meselson      e Stahl imaginaram que, se as duas cadeias polinucleotídicas de uma      molécula de DNA fosse marcadas, seria possível fazer uma previsão      sobre o destino dessas cadeias no decorrer das gerações celulares      subsequentes.</p>
<p>Segundo a previsão:</p>
<p><strong>a)</strong> após uma replicação, ambas as moléculas filhas      estariam marcadas e cada uma delas conteria metade da marcação      da molecula mãe original.<br />
<strong>b)</strong> após duas replicações, metade das moléculas estaria      marcada e, a outra metade não. A metade marcada, conteria a mesma marcação      que as moléculas originais (que foram geradas na primeira replicação).</p>
<p>O      teste da hipótese semiconservativa foi possível porque na época      os autores dispunham de métodos eficientes para marcar as moléculas      de DNA assim como para separar as moléculas marcadas das não-marcadas,      e entre as marcadas, distinguir as moléculas com diferentes quantidades      de marcação.</p>
<p>Meselson    e Stahl marcaram as moléculas parentais de DNA com um isótopo    pesado, mas não radioativo, do nitrogênio, o <sup>15</sup>N. Eles    fizeram isso cultivando <em>Escherichia coli</em> em um meio de cultura no qual    a única fonte de nitrogênio disponível era um sal contendo    o isótopo <sup>15</sup>N. Após 14 gerações nesse    meio de cultura, pôde-se prever que todo o DNA das bactérias continha    <sup>15</sup>N ao invés de <sup>14</sup>N. As bactérias foram,    então, transferidas para um meio de cultura contendo apenas a forma leve    do nitrogênio, o <sup>14</sup>N. Assim, todo o DNA sintetizado a partir    desse momento, seria sintetizado com o <sup>14</sup>N, e não mais com    <sup>15</sup>N.</p>
<p>De    acordo com a hipótese da replicação semiconservativa era    previsto que, após um ciclo de replicação no novo meio    de cultura (contendo apenas <sup>14</sup>N), cada nova molácula de DNA    conteria 50% de <sup>15</sup>N e 50% de <sup>14</sup>N; e, após dois    ciclos de replicação, metade das moléculas de DNA conteria    apenas <sup>14</sup>N enquanto que a outra metade seria 50% <sup>15</sup>N e    50% <sup>14</sup>N, conforme podemos ver no esquema mostrado na figura a seguir.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px">
	<img src="/wp-content/assets/images/semiconservativa_previsao.jpg" alt="" width="600" height="130" />
	<p class="wp-caption-text">,strong&gt;Figura 2 - Resultados previstos caso a replicação do DNA fosse semiconservativa. Modificada a partir de http://ntri.tamuk.edu/cell/semiconservative.gif</p>
</div>
<p style="text-align: center;">vermelho            = <sup>15</sup>N                                                                                                                    azul            = <sup>14</sup>N</p>
<p>Agora,    de que maneira foi possível identificar os diferentes tipos de molécula    (contendo diferentes quantidade de <sup>14</sup>N e <sup>15</sup>N ) para verificar    se a previsão se confirmava?</p>
<p>A    distinção entre os diferentes tipos de DNA foi possível    graças a técnica analítica desenvolvida por <strong>Jerome    Vinograd<sup>2</sup></strong>, que ficou conhecida como <strong>centrifugação    de equilíbrio em gradiente de densidade</strong>. O gradiente de densidade    se forma quando uma solução de cloreto de césio é    submetida a uma ultracentrifugação. O sal de césio fica    distribuído em concentrações gradativamente maiores, do    topo para o fundo do tubo de ensaio, de modo que a solução é    mais densa no fundo e menos densa no topo. Quando moléculas são    misturadas a uma solução de cloreto de césio, e essa mistura    é submetida a uma ultracentrifugação, as moléculas    se posicionarão no gradiente de densidade do césio, em uma faixa    correspondente à sua própria densidade.</p>
<p>Moléculas    de DNA com diferentes proporções de <sup>14</sup>N e <sup>15</sup>N    tem densidades diferentes e, portanto, se posicionarão em regiões    diferentes no tubo de ensaio de acordo com a proporção que possuírem    desse elemento. O <sup>15</sup>N é mais denso que o <sup>14</sup>N, portanto    teremos as moléculas de DNA distribuídas da seguinte maneira no    tubo:</p>
<p><img class="alignleft" src="/wp-content/assets/images/tubo_ensaio_ultracentr.jpg" alt="" width="44" height="88" /><br />
100%          <sup>15</sup>N: mais abaixo (vermelho).<br />
100%          <sup>14</sup>N: mais acima (azul).<br />
50%          <sup>15</sup>N, 50% de <sup>14</sup>N: posição intermediária          (azul/vermelho).</p>
<p>Em    seu experimento, Meselson e Stahl verificaram, que:</p>
<p>1    &#8211; moléculas de DNA extraídas de bactérias cultivadas em    meio normal com <sup>14</sup>N formavam uma faixa na parte superior do gradiente    de cloreto de césio, ou seja, tinham uma densidade relativamente baixa.<br />
2    &#8211; O DNA extraído de bactérias cultivadas por 14 gerações    em <sup>15</sup>N, formava uma faixa na parte inferior do gradiente, isto é,    tinha uma densidade relativamente alta.<br />
3    &#8211; O DNA extraído da primeira geração produzida a partir    de bacterias marcadas com <sup>15</sup>N e cultivadas em <sup>14</sup>N, ficavam    numa posição intermediária do gradiente, entre as duas    anterioes.<br />
4    &#8211; O DNA extraído da segunda geração produzida a partir    de bacterias marcadas com <sup>15</sup>N e cultivadas em <sup>14</sup>N, formavam    duas faixas no gradiente de césio, uma correspondente as moléculas    não-marcadas (<sup>14</sup>N) e outra correspondente às moléculas    contendo 50% <sup>14</sup>N e 50% <sup>15</sup>N.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 598px">
	<img src="/wp-content/assets/images/semiconservativa.png" alt="" width="598" height="278" />
	<p class="wp-caption-text">Figura 3 - Resultados do experimento de Meselson e Stahl.  Modificada a partir de http://ntri.tamuk.edu/cell/semiconservative.gif</p>
</div>
<p><strong>(1)</strong> DNA da E. coli todo marcado com <sup>15</sup>N após 14 gerações.    DNA com alta densidade no fundo do tubo de ensaio.<br />
<strong>(2)</strong> Primeiro ciclo de replicação. Temos todas as moléculas    filhas marcadas (50% <sup>15</sup>N, 50% <sup>14</sup>N). DNA com densidade    média em posição intermediária no tubo de ensaio.<br />
<strong>(3) </strong>Temos metade das moléculas não-marcadas (apenas <sup>14</sup>N)    e metade marcada (50% <sup>15</sup>N, 50% <sup>14</sup>N). As moléculas    de DNA ocupam duas faixas no tubo de ensaio, uma de densidade mais leve (posição    mais alta) e outra de densidade média (posição intermediária)<br />
<strong>(4)</strong> Temos 75% das moléculas não-marcadas e 25% das moléculas    marcadas (50% <sup>15</sup>N, 50% <sup>14</sup>N). As moléculas de DNA    ocupam duas faixas no tubo de ensaio, uma, em maior quantidade, de densidade    mais leve (posição mais alta) e outra de densidade média    (posição intermediária).</p>
<p>Os    resultados experimentais concordaram, portanto, com a previsão da hipótese    da replicação semiconservativa do DNA, a qual foi, então,    aceita como verdadeira.<br />
Podemos    ver na figura a seguir o modelo da replicação conservativa e o    da semiconservativa e as fotografias da absorção da luz UV obtidas,    mostrando as bandas de DNA no gradiente de cloreto de césio, comprovando    a teoria da replicação semiconservativa.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 672px">
	<img src="/wp-content/assets/images/replicsemicons_fotosluz.jpg" alt="" width="672" height="645" />
	<p class="wp-caption-text">Figura 4 -Resultados do experimento de Meselson e Stahl. Modificada a partir de: http://www-biology.ucsd.edu/classes/bimm100.WI00/images/10-1.gif</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><em>P            &#8211; Pesado                                          L            &#8211; Leve</em></p>
<p>Tem-se      na promeira coluna a proposta de um modelo conservativo, na segunda coluna      a proposta do modelo semiconservativo e, na terceira coluna, as fotografias      de absorção de luz UV, obtidas por Meselson e Stahl, mostrando      as bandas de DNA no gradiente de césio, confirmando a proposta da replicação      semiconservativa.</p>
<hr />
1    &#8211; Para saber mais sobre Matthew Meselson e Franklin Stahl:</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/Meselson-Stahl.jpg" alt="" width="206" height="323" /></p>
<p>http://www.mendel-museum.org/images/3news/commun/Meselson-Stahl.jpg</p>
<p><a title="http://www.modares.ac.ir/elearning/mnaderi/Genetic%20Engineering%20course%20II/Pages/history_of_genetics8.htm" href="http://www.modares.ac.ir/elearning/mnaderi/Genetic%20Engineering%20course%20II/Pages/history_of_genetics8.htm" target="name_transparente">Biografia de Meselson e Stahl</a></p>
<hr />
2 &#8211; Para saber mais sobre Jerome Vinograd:</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/jeromevinograd.gif" alt="" width="100" height="132" /></p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/link_jeromevinograd.gif" alt="" width="271" height="16" /><br />
Arquivo no formato PDF contendo a biografia de Jerome Vinograd. Clique no ícone abaixo para fazer o download ou visualizar o arquivo:<br />
<a href="/wp-content/assets/picrender.pdf"><img src="/wp-content/assets/images/icones/acrobat" alt="" width="33" height="34" /></a>Arquivo: 1,1 MB<br />
Retirado de: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=343747</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.biomol.org/historia/replisemicon.shtml/feed</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>O modelo da dupla hélice</title>
		<link>http://www.biomol.org/historia/propduplahelice.shtml</link>
		<comments>http://www.biomol.org/historia/propduplahelice.shtml#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:07:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[Molecular]]></category>
		<category><![CDATA[Síntese DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[



A descoberta de que o DNA era realmente o material hereditário fez com      que diversos pesquisadores voltassem sua atenção para a elucidação da estrutura dessa molécula. A pergunta que se fazia na época      era:
Que características permitiam ao DNA ser o banco de memória da informação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><script type="text/javascript"><!--
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<p>A descoberta de que o DNA era realmente o material hereditário fez com      que diversos pesquisadores voltassem sua atenção para a elucidação da estrutura dessa molécula. A pergunta que se fazia na época      era:</p>
<blockquote><p>Que características permitiam ao DNA ser o banco de memória da informação hereditária ?</p></blockquote>
<p>O grande desenvolvimento das técnicas biofísicas e bioquímicas que havia ocorrido no período pós-Segunda Guerra Mundial, permitiu que, em menos de 10 anos, a estrutura físico-química do DNA fosse elucidada.</p>
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</script></p>
<h4>A descoberta de Chargaff</h4>
<p>No período de 1949 a 1953, estudos realizados no laboratório de Erwin Chargaff<sup>1</sup> (1905-2002), deram uma contribuição importante para a elucidação da estrutura do DNA.</p>
<p>Chargaff e colaboradores buscaram quantificar cada um dos tipos de base nirogenada  do DNA (adenina, timina, citosina e guanina) de várias espécies. Para isso utilizaram métodos de <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/cromatografia.htm')">cromatografia</a>.</p>
<p>Podemos ver na tabela a seguir alguns dos resultados obtidos:<br />
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</script><br />
<strong>Tabela I</strong>:    Proporções molares de bases em DNA de diversas espécies</p>
<table border="1" width="75%">
<tbody>
<tr style="text-align: center;">
<td><strong>Organismo</strong></td>
<td><strong>Tecido</strong></td>
<td><strong>A</strong></td>
<td><strong>T</strong></td>
<td><strong>G</strong></td>
<td><strong>C</strong></td>
<td><span style="text-decoration: underline;"><strong>A+T</strong></span><br />
<strong>G+C</strong></td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;"><em>E. coli</em></td>
<td>-</td>
<td>26,0</td>
<td>23,9</td>
<td>24,9</td>
<td>25,2</td>
<td>1,00</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;"><em>S. pneumoniae</em></td>
<td>-</td>
<td>29,8</td>
<td>31,6</td>
<td>20,5</td>
<td>18,0</td>
<td>1,59</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;"><em>M. tuberculosis</em></td>
<td>-</td>
<td>15,1</td>
<td>14,6</td>
<td>34,9</td>
<td>35,4</td>
<td>0,42</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;">Levedura</td>
<td>-</td>
<td>31,3</td>
<td>32,9</td>
<td>18,7</td>
<td>17,1</td>
<td>1,79</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;">Ouriço do mar</td>
<td>esperma</td>
<td>32,8</td>
<td>32,1</td>
<td>17,7</td>
<td>18,4</td>
<td>1,85</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;">Arenque</td>
<td>esperma</td>
<td>27,8</td>
<td>27,5</td>
<td>22,2</td>
<td>22,6</td>
<td>1,23</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;">Rato</td>
<td>medula óssea</td>
<td>28,6</td>
<td>28,4</td>
<td>21,4</td>
<td>21,5</td>
<td>1,33</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;">Homem</td>
<td>timo</td>
<td>30,9</td>
<td>29,4</td>
<td>19,9</td>
<td>19,8</td>
<td>1,52</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;">Homem</td>
<td>fígado</td>
<td>30,3</td>
<td>30,3</td>
<td>19,5</td>
<td>19,9</td>
<td>1,53</td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left;">Homem</td>
<td>esperma</td>
<td>30,7</td>
<td>31,2</td>
<td>19,3</td>
<td>18,8</td>
<td>1,62</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os resultados que Chargaff e sua equipe conseguiram, levaram a importantes conclusões sobre a composição de bases nitrogenadas do DNA. Foi verificado que:</p>
<p>1 &#8211; Essa composição variava de uma espécie pra outra, mas que era constante dentro da mesma espécie.<br />
2 &#8211; Em qualquer DNA, de qualquer espécie, a porcentagem da base timina era sempre igual a da base adenina, e a porcentagem da base citosina era igual      a da base guanina.</p>
<p>Ou seja, enquanto a proporção entre as bases varia entre as espécies, o total de base púricas (A + G) é igual ao total de bases pirimídicas  (T + C):</p>
<table border="0" width="48%">
<tbody>
<tr>
<td width="27%"><strong><span style="text-decoration: underline;">A = 1 </span></strong><br />
<strong>T</strong></td>
<td width="31%"><strong><span style="text-decoration: underline;">G = 1 </span></strong><br />
<strong>C</strong></td>
<td width="42%"><strong><span style="text-decoration: underline;">A + G = 1 </span></strong><br />
<strong>T + C</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>Análises por difração de raios X</h4>
<p>Enquanto alguns grupos se dedicavam à análise química do DNA, ou tros estudavam a estrutura da molécula por meio da difração de raios-X, uma metodologia que vinha sendo usada e que estava dando formidáveis conclusões sobre a estrutura das proteínas.</p>
<p>Os resultados mais importantes de <a title="difração de raios-x" href="/historia/difracao.shtml">difração de raios-x</a> sobre a molécula de DNA foram obtidos por Maurice Wilkins<sup>2</sup> (n. 1916) e Rosalind Franklin<sup>3</sup> (1920 &#8211; 1958). Os resultados obtidos indicavam que o DNA tinha uma estrutura helicoidal.</p>
<p>Mas, de que maneira as fotografias obtidas por difração de raios-x indicavam essa estrutura helicoidal do DNA? A seguir podemos ver uma imagem obtida pela difração de raios-x. Ao clicar na imagem abaixo, podemos ver uma breve explicação sobre como a difração de raio-x funciona elucidando a estrutura da molécula de DNA.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 218px">
	<a href="/historia/difracaoDNA.shtml"><img src="/wp-content/assets/images/fotografia_dna_xray.jpg" alt="" width="218" height="244" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Figura 1: Reprodução parcial da figura original: http://home.sandiego.edu/~cloer/bio182s02/dna_xray.gif</p>
</div>
<p>Com base nos dados bioquímicos e cristalográficos então disponíveis, diversos modelos para o DNA foram propostos. Alguns autores imaginaram que a molécula fosse constituída por duas fitas polinucleotídicas com as bases voltadas para dentro, porém sem qualuqer relação específica entre elas. Outros imaginaram duas fitas com as bases voltadas para fora, ou ainda, três fitas entrelaçadas com as bases também voltadas para fora.</p>
<h4>A descoberta de Watson e Crick</h4>
<p>Em  1953, James Watson<sup>4</sup> (n. 1928) e Francis Crick<sup>5</sup> (n. 1916) apresentaram um modelo compatível com os resultados experimentais que haviam sido obtiodos até o momento. Esse modelo serviu de base para      experimentos históricos que confirmaram sua hipótese inicial. A estratégia empregada por esses dois pesquisadores foi a construção      de um modelo molecular que levava em conta o tamanho e configuração espacial dos nucleotídeos e ainda respeitava os dados de Chargaff e  os dados obtidos pela difração de raios-X.</p>
<p>Segundo o modelo proposto por Watson e Crick, a molécula de DNA é constituída por duas cadeias polinucleotídicas dispostas em hélice ao redor de um eixo imaginário, girando para a direita (uma hélice dupla).</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 180px">
	<img src="/wp-content/assets/images/dna_linear.gif" alt="" width="180" height="278" />
	<p class="wp-caption-text">Figura 2: http://www.ocf.berkeley.edu/~bsj/images/dna.gif</p>
</div>
<p>As duas cadeias polinucleotídicas mantém-se unidas por pontes de hidrogênio, que se estabelecem entre pares de bases específicos: adenina com timina e citosina com guanina. Assim, as duas cadeias que constituem      um segmento de DNA, são complementares entre si: onde em uma cadeia xistir uma timina, na outra existirá uma adenina, e onde em uma existir      uma guanina, na outra existirá uma citosina.</p>
<p>Além disso, o modelo prediz que as duas cadeias polinucleotídicas sã  antiparalelas, ou seja, elas tem polaridades opostas. As <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/fosfodiester.htm')">ligações fosfodiester</a>estão orientadas no sentido 3&#8242; =&gt; 5&#8242;, ou seja, do carbono 3&#8242; de um nucleotídeo ao carbono 5&#8242; do nucleotídeo adjacente, enquanto que na fita complementar a orientação  é inversa, do carbono 5&#8242; ao 3&#8242; (5&#8242; =&gt; 3&#8242;).</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 489px">
	<img src="/wp-content/assets/images/ligacoesDNA.png" alt="" width="489" height="471" />
	<p class="wp-caption-text">Figura 4 - http://www.ncbi.nlm.nih.gov:80/books/bookres.fcgi/mga/ch2f2.gif</p>
</div>
<p>Na figura 4, vemos um arranjo dos componentes do DNA. Um segmento da dupla hélice do DNA foi aberto aberto para mostrar as estruturas claramente:</p>
<p>(a) Um diagrama químico detalhado mostrando o esqueleto de açúcar-fosfato em azul e o hidrogênio ligando as bases no centro da molécula. Podemos ver o emparelhamento das bases (A-T, C-G).<br />
(b) Uma versão simplificada do mesmo segmento, enfatizando o arranjo antiparalelo dos nucleotídeos, que está representado como as estruturas das figuras-L com o fosfato 5 na ponta do &#8220;L&#8221; e  o 3 no vértice do &#8220;L&#8221;.</p>
<p>Os estudos de difração de raios-X haviam revelado que o diâmetro      externo da dupla hélice é de cerca de 2 nm, enquanto que a distância      entre os açúcares é de 1,1 nm. Assim, os pares de bases A-T e C-G têm o diâmetro exato para caber dentro da dupla hélice. Isso indicou que uma purina sempre se emparelha com uma pirimidina, porque      o emparelhamento purina-purina ou pirimidina-pirimidina não tem diâmetros que se ajustem ao diâmetro interno da dupla hélice.</p>
<p>A hélice dá uma volta completa a cada 3,4 nm, que corresponde a cerca de 10 pares de bases. Assim, a distância entre dois pares de bases vizinhus é de 0,34 nm. As bases timina e adenina são emparelhadas por duas pontes de hidrogênio, enquanto que a guanina com a citosina são emparelhadas por três pontes de hidrogênio,como podemos      ver na figura 3 acima.</p>
<p>Se pensarmos na hélice de DNA como uma estrutura cilindríca, com cerca de 2 nm de diâmetro, notaremos que a superfície da molécula é irregular, formando 2 <strong>sulcos ou depressões</strong>, de tamanhos diferentes, que giram ao longo de todo o seu comprimento. O <strong>sulco menor</strong>, resulta da depressão entre as duas cadeias complementares, enquanto que o <strong>sulco maior</strong> resulta da depressão existente entre os giros adjacentes da hélice. Os sulcos são importantes      porque deixam livres superfícies para a interação entre o DNA e as proteínas.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 767px">
	<img src="/wp-content/assets/images/estruturaDNA.png" alt="" width="767" height="444" />
	<p class="wp-caption-text">Figura 5 - http://www.ncbi.nlm.nih.gov:80/books/bookres.fcgi/mga/ch2f3.gif</p>
</div>
<hr />1 &#8211; Para saber        mais sobre <strong>Erwin        Chargaff (1905-2002):</strong><br />
<img class="alignnone" src="/wp-content/assets/images/chargaff.jpg" alt="" width="132" height="192" /></p>
<p><em>Imagem retirada de http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/pictures/chargaff.jpg</em></p>
<p><a title="http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/people/chargaff.html" href="http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/people/chargaff.html" target="name_transparente">Informações              sobre Erwin Chargaff</a></p>
<p><a title="http://en2.wikipedia.org/wiki/Erwin_Chargaff" href="http://en2.wikipedia.org/wiki/Erwin_Chargaff" target="name_transparente">Biografia resumida de Erwin Chargaff</a></p>
<hr />2 &#8211; Para saber        mais sobre <strong>Maurice Wilkins (n. 1916):</strong></p>
<p><img class="alignnone" src="/wp-content/assets/images/wilkins.gif" alt="" width="140" height="198" /></p>
<p><em>Imagem retirada de http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/wilkins.gif</em></p>
<p><a title="http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/wilkins-bio.html" href="http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/wilkins-bio.html" target="name_transparente">Biografia de Maurice Wilkins</a></p>
<hr />3 &#8211; Para saber  mais sobre <strong>Rosalind Franklin (1920-1958):</strong></p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/rosalind_franklin.gif" alt="" width="140" height="165" /><br />
<em>Imagem retirada de http://www.accessexcellence.org/AB/BC/franklin.gif</em></p>
<p><em>Biografia:</em></p>
<p><a title="http://www.accessexcellence.org/AB/BC/Rosalind_Franklin.html" href="http://www.accessexcellence.org/AB/BC/Rosalind_Franklin.html" target="name_transparente">http://www.accessexcellence.org/AB/BC/Rosalind_Franklin.html</a></p>
<p><a title="http://www.sdsc.edu/ScienceWomen/franklin.html" href="http://www.sdsc.edu/ScienceWomen/franklin.html" target="name_transparente">http://www.sdsc.edu/ScienceWomen/franklin.html</a></p>
<p><a title="http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bofran.html" href="http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bofran.html" target="name_transparente">http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bofran.html</a></p>
<hr />4 &#8211; Para saber mais sobre <strong>James Watson (n.1928):</strong></p>
<p><img class="alignnone" src="/wp-content/assets/images/watson.jpeg" alt="" width="138" height="186" /></p>
<p><em>Imagem retirada de http://www.cshl.org/public/SCIENCE/photos/watson.jpeg</em><br />
<em>Biografia:</em></p>
<p><a title="http://www.cshl.org/public/SCIENCE/Watson.html" href="http://www.cshl.org/public/SCIENCE/Watson.html" target="name_transparente">http://www.cshl.org/public/SCIENCE/Watson.html</a></p>
<p><a title="http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/watson-bio.html" href="http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/watson-bio.html" target="name_transparente">http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/watson-bio.html</a></p>
<p><a title="http://www.mnsu.edu/emuseum/information/biography/uvwxyz/watson_james.html" href="http://www.mnsu.edu/emuseum/information/biography/uvwxyz/watson_james.html" target="name_transparente">http://www.mnsu.edu/emuseum/information/biography/uvwxyz/watson_james.html</a></p>
<p>Assita a uma entrevista de James Watson, clicando no link abaixo:</p>
<p><a href="/wp-content/assets/videos/dnastory_new.avi"><img title="Video" src="/wp-content/assets/images/iconevideo.gif" border="0" alt="" width="32" height="32" /></a> AVI &#8211; 2,3 MB<br />
Vídeo retirado do site http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/videos/dnastory02.avi,  traduzido e legendado por Carla C. Alonzo Duclós.</p>
<hr />5 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Francis Crick (n.1916):</strong></p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/crick.gif" alt="" width="140" height="198" /></p>
<p>http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/crick.gif</p>
<p><em>Biografia:</em></p>
<p><a title="Biografia de Francis Crick" href="http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/crick-bio.html">http://www.nobel.se/medicine/laureates/1962/crick-bio.html</a></p>
<p><a title="Biografia de Francis Crick" href="http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bocric.html">http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/bocric.html</a></p>
<p><a title="Aprenda mais sobre Francis Crick" href="http://www.salk.edu/faculty/faculty/details.php?id=14">http://www.salk.edu/faculty/faculty/details.php?id=14</a></p>
<p><em>Saiba mais sobre Crick:</em></p>
<p><a title="Uma visita com Dr. Francis Crick" href="http://www.accessexcellence.org/AE/AEC/CC/crick.html">http://www.accessexcellence.org/AE/AEC/CC/crick.html</a></p>
<p>Assita a um depoimento  de Francis Crick, clicando no link abaixo:<br />
<a href="/wp-content/assets/videos/dnastory01port.avi"><img title="Video" src="/wp-content/assets/images/iconevideo.gif" border="0" alt="" width="32" height="32" /></a> AVI &#8211; 1,3 MB<br />
Vídeo retirado do site http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/videos/dnastory01.avi, traduzido e legendado por Carla C. Alonzo Duclós.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Identificação do material hereditário de fagos</title>
		<link>http://www.biomol.org/historia/identiffagos.shtml</link>
		<comments>http://www.biomol.org/historia/identiffagos.shtml#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:06:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[Molecular]]></category>
		<category><![CDATA[Síntese DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[



Em 1952, o trabalho de Alfred Hershey1 (1908-1997) e Martha Chase2 (1927-2003) veio contribuir com a identificação do DNA como material hereditário. Hershey e Chase realizaram um experimento que ficou conhecido como &#8220;blender experiment&#8221; (experimento do liquidificador) e que garantiu a Hershey o prêmio Nobel. O experimento foi um trabalho realizado com bactérias e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><script type="text/javascript"><!--
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</script></p>
<p>Em 1952, o trabalho de Alfred Hershey<sup>1</sup> (1908-1997) e Martha Chase<sup>2</sup> (1927-2003) veio contribuir com a identificação do DNA como material hereditário. Hershey e Chase realizaram um experimento que ficou conhecido como &#8220;blender experiment&#8221; (experimento do liquidificador) e que garantiu a Hershey o prêmio Nobel. O experimento foi um trabalho realizado com bactérias e o vírus bacteriófago T2.</p>
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</script></p>
<p><strong>virus bacteriófago T2</strong>: Organismo muito simples, constituído por uma molécula de DNA envolvida por uma cápsula protéica. O seu ciclo de vida era bem conhecido na época.</p>
<p>Um único vírus pode infectar uma bactéria e lisá-la em cerca de 30 minutos, liberando centenas de novos vírus que são cópias do fago iniciante. A dúvida na época era qual dos dois componentes do vírus, a cápsula de proteínas ou o DNA, constituiam o material hereditário.</p>
<p>Hershey  e Chase basearam-se nas seguintes propriedades químicas das proteínas e do DNA:</p>
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</script></p>
<p><strong>proteínas:</strong> não contém fóforo em sua composição</p>
<p><strong>DNA:</strong> não contém enxofre em sua composição</p>
<p>Os vírus utilizam matéria-prima da bactéria hospedeira para se reproduzir. Então, para realizar um experimento que pudesse evidenciar quem constituia o material hereditário do vírus, se era a proteína ou o DNA, eles marcaram, através das bactérias, as proteínas e o DNA dos vírus bacteriófagos, com <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/isotopo.htm')">isótopos radioativos</a>.</p>
<p>Quando bactérias são cultivadas por algumas horas em um meio de cultura contendo um isótopo radioativo de um elemento, todas as moléculas das células bacterianas que possuirem esse elemento em sua composição, se tornarão moléculas radioativas. Se essas bactérias com células radioativas forem infectadas por vírus bacteriófagos,    os novos vírus gerados (fagos), terão seu material radioativo também, pois os vírus utilizaram a matéria-prima bacteriana para se reproduzir.</p>
<h4>Produzindo    vírus marcados por radioatividade</h4>
<p><strong>marcando o DNA:</strong> Eles cultivaram bactérias em meio de cultura com fósforo radioativo, o que fez com que o DNA das bactérias ficasse radioativo. Então, infectaram essas bactérias com vírus, que se reproduziram e geraram    novos vírus que passaram a ter o DNA radioativo.</p>
<p><strong>marcando a cápsula protéica: </strong>Eles cultivaram bactérias em meio de cultura contendo enxofre radioativo. Assim, as bactérias produziram aminoácidos cisteína e metionina com o enxofre radioativo, e suas    proteínas, consequentemente, ficaram radioativas Essas bactérias foram infectadas com vírus, que se reproduziram e geraram novos vírus que passaram a ter sua cápsula protéica radioativa.</p>
<p>Os dois tipos de vírus bacteriófagos radioativos foram utilizados para infectar, independentemente, bactérias normais (não-radioativas). O destino dos dois componentes, fósforo e enxofre, pode ser acompanhado devido a sua radioatividade.</p>
<h4>Como o experimento foi feito:</h4>
<p>As bactérias eram infectadas e imediatamente após, eram agitadas em um liquidificador, o que desfazia as ligações das capas protéicas virais adsorvidas às paredes das bactérias. Em seguida, eram centrifugadas a fim de separar as bactérias das capas protéicas virais. A radioatividade era medida nas bactérias e no sobrenadante da centrifugação, onde se encontravam as cápsulas virais.</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/hersheychase-experiment.jpg" alt="" width="720" height="564" /></p>
<p>Verificou-se que grande parte do fósforo radioativo que estava nos fagos infectantes, era transferida para o interior das bactérias infectadas e aparecia posteriormente nos novos fagos gerados com a lise das bactérias.</p>
<p>Já a radioatividade devida ao enxofre tinha um destino diverso, ela não penetrava na bactéria infectada e nem aparecia nos novos fagos.</p>
<p>Podemos    ver, clicando no botão a seguir, o processo de infecção da bactéria pelo vírus bacteriófago T2. O DNA radioativo entra na bactéria, é replicado, sintetiza novas cápsulas virais e produz novos fagos que lisam a bactéria.</p>
<p><a href="javascript:popUp('../wp-content/assets/animacoes/infeccao1.htm')"><img src="/wp-content/assets/animacoes/infeccaobacteriana.gif" alt="" /></a></p>
<p>Esses resultados permitiram concluir que apenas o DNA do fago penetra na bactéria quando ocorre a infecção e que, a partir do DNA, é produzida toda uma geração de novos fagos com DNA e proteínas típicos da espécie de fagos utilizada. Portanto, podia-se concluir que a fonte das informações hereditárias é o DNA, pois a partir    dele, pode-se produzir tanto DNA quanto proteínas virais.</p>
<hr />
1 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Alfred Hershey</strong> <strong> (1908-1997)</strong>:</p>
<p><img class="alignleft" src="/wp-content/assets/images/hershey.jpg" alt="" width="175" height="215" /></p>
<p>http://www.cshl.edu/public/gifs/hershey.jpg</p>
<p>Biografias de Alfred Hershey:</p>
<p><a title="Alfred Hershey" href="http://www.cshl.edu/History/hershey.html" target="name_transparente"> http://www.cshl.edu/History/hershey.html</a></p>
<p><a title="Biografia de Alfred Hershey" href="http://www.cshl.org/public/History/scientists/hershey.html" target="_blank">http://www.cshl.org/public/History/scientists/hershey.html</a></p>
<p>Informações sobre Alfred Hershey:</p>
<p><a title="Informações sobre Alfred Hershey" href="http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/people/hershey.html" target="_blank">http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/people/hershey.html</a></p>
<hr />
2 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Martha Chase (1927-2003)</strong>:</p>
<p><img class="alignleft" src="/wp-content/assets/images/portrait-chase.jpg" alt="" width="227" height="318" /></p>
<p>http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/pictures/portrait-chase.jpg</p>
<p><a title="Matha Chase" href="http://www.biomedcentral.com/news/20030820/03" target="name_transparente">Artigo sobre Martha Chase</a></p>
<p><a title="Informações sobre Martha Chase" href="http://osulibrary.orst.edu/specialcollections/coll/pauling/dna/people/chase.html" target="_blank">Informações sobre Martha Chase</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Identificação do material hereditário em bactérias</title>
		<link>http://www.biomol.org/historia/identifbact.shtml</link>
		<comments>http://www.biomol.org/historia/identifbact.shtml#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:05:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
		<category><![CDATA[Molecular]]></category>
		<category><![CDATA[Síntese DNA]]></category>

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		<description><![CDATA[A    descoberta da transformação bacteriana
A    primeira evidência de que o DNA era o material hereditário foi    obtida através de experimentos realizados com o pneumococo Streptococcus pneumoniae.




Os pneumococos podem se apresentar de duas formas:
1. Forma virulenta que causa a morte em camundongos por pneumonia: bactérias encapsuladas, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><h3>A    descoberta da transformação bacteriana</h3>
<p>A    primeira evidência de que o DNA era o material hereditário foi    obtida através de experimentos realizados com o pneumococo <em>Streptococcus pneumoniae.</em></p>
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<p>Os pneumococos podem se apresentar de duas formas:</p>
<p><strong>1</strong>. Forma <strong>virulenta</strong> que causa a morte em camundongos por pneumonia: bactérias <strong>encapsuladas</strong>, que crescem em meio de cultura sólido e formam colônias convexas lisas, brilhantes, cremosas ecom bordos regulares, chamadas de <strong>colônias S</strong> (do inglês, <em>smooth</em>, liso).</p>
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</script></p>
<p><strong>2</strong>. Forma <strong>não virulenta</strong>, que não causa pneumonia em camundongos: Variante mutante, originada a partir da forma virulenta (S),    mas que <strong>não apresentam cápsula</strong> e que crescem    em meio sólido formando colônias achatadas, rugosas, opacas, <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/friavel.htm')">friáveis</a> e com bordos irregulares, chamadas de <strong>colônias R</strong> (do inglês, <em>rough</em>, rugoso).</p>
<p>A diferença entre os dois tipos de bactérias é a presença ou ausência da cápsula, que é composta de polissacarídeos. A variação na composição química dos polissacarídeos diferencia diversas linhagens de bactérias do tipo S, que chamamos de S-I, S-II, S-III, etc. As bactérias do tipo R, por não apresentarem    cápsulas, não podem ser diferenciadas dessa maneira. No entanto, quando uma bactéria do tipo R, sofre mutação reversa, ela irá originar uma bactéria do tipo S, da mesma linhagem S que deu origem a ela.</p>
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</script></p>
<table border="1" width="98%">
<tbody>
<tr bordercolor="#FFFFFF">
<td width="19%">
linhagem              S-I</span></p>
<td width="22%"><img src="/wp-content/assets/images/seta_mut.jpg" alt="" width="119" height="49" /></td>
<td width="7%">
R</p>
<td width="34%">
<img src="/wp-content/assets/images/seta_mut_rev.jpg" alt="" width="158" height="70" /></p>
<td width="18%">
linhagem S-I</span><br />
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sobre a infecção de camundongos por essas bactérias, sabia-se que bactérias do tipo S (virulentas) mortas pelo calor, ao serem injetadas em camundongos, não lhes causavam pneumonia, assim como a injeção de bactérias R (não virulentas). Em 1928, o médico sanitarista Fred Griffith<sup>1</sup> (1877 1941), injetou em camundongos uma mistura de bactérias S mortas e bacterias R, e observou que os camundongos desenvolviam pneumonia. Além disso, foi observado também que células S apareciam vivas nos animais mortos e que essas células S eram do mesmo tipo que as células S mortas injetadas.</p>
<p>A seguir podemos ver um esquema do experimento de Griffith:</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/identif_bact_1.png" alt="" width="419" height="469" /></p>
<p>Deste fato, podia-se ter duas explicações:</p>
<p>1.    As bactérias S mortas haviam ressucitado, o que seria um absurdo.</p>
<p>2.    As bactérias R haviam sido transformadas em bactérias S por algum    tipo de substãncia liberada pelas bactérias mortas.</p>
<p>Essa substância foi chamada de &#8220;princípio transformante&#8221;    e essa transformação das bactérias R em S, foi chamada de transformação bacteriana.</p>
<h3>O princípio transformante</h3>
<p>O experimento original de Griffith foi repetido com sucesso em vários laboratórios.</p>
<p>No entanto, sua elucidação só aconteceu em 1944, após anos de estudos de Oswald Avery (1877 &#8211; 1955) e seus colaboradores. Eles descobriram que a transformação das bactérias ocorria também in vitro (em um meio de cultura, fora do corpo do camundongo), e que, em uma cultura com bactérias R e bactérias S (mortas pelo calor), apareciam células S vivas.</p>
<p>Em 1933, James Alloway (1900 &#8211; 1954) descobriu que um extrato de bactérias S, tinha a capacidade de transformar bactérias R em S. Descobriu também que se álcool fosse adicionado ao extrato, um precipitado espesso e viscoso se formava retendo a capacidade transformante. Acreditava-se até o momento que o poder transformante era das proteínas. A partir de então, tinham-se novas perspectivas para a purificação do &#8220;princípio transformante&#8221;.</p>
<p>Oswald Avery<sup>2</sup>, Colin Macleod<sup>3</sup> (1909 &#8211; 1972) e Maclyn McCarty<sup>4</sup> (n.1911) isolaram, a partir de 75 litros de <em>Streptococcus</em>, 25 miligramas de um extrato com altíssimo poder transformante. Eles trataram esse extrato com diferentes substãncias:</p>
<p>-    amilase (enzima que degrada polissacarídeos)</p>
<p>-    protease (enzima que degrada proteínas)</p>
<p>-    ribonuclease (enzima que degrada RNA)</p>
<p>-    dnase (enzima que degrada DNA)</p>
<p>O único tratamento que fez o extrato perder completamente o seu &#8220;poder transformante&#8221; foi o tratamento com dnase.</p>
<p>Assim, em 1944, Avery e seu colaboradores, chegaram à conclusão de que a substância transformante era o DNA.</p>
<p>A partir de então, os pesquisadores começaram a levantar algumas hipóteses. Alguns achavam que se o DNA era capaz de transformar as características hereditárias das bactérias, então que ele mesmo era o próprio material hereditário. Outros, no entanto, acreditavam que mesmo após a purificação, poderiam restar quantidades mínimas de proteínas e que essas eram as responsáveis pela transformação. Por volta de 1952, conseguiu-se obter extratos que continham apenas 0,02% de proteínas, o que eliminava a possibilidade das proteínas serem as responsáveis pela transformação das bactérias.</p>
<hr />
1 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Fred Griffith (1877 1941)</strong>:</p>
<p>Arquivo no formato PDF contendo informações sobre <strong>Fred Griffith</strong>. Clique no ícone abaixo para fazer o download ou visualizar o arquivo:</p>
<p><a href="/wp-content/assets/ccaaik_fred_grifftch.pdf"><img src="/wp-content/assets/images/icones/acrobat" alt="" width="33" height="34" /></a> Arquivo: 90 Kb</p>
<p>Retirado de: http://profiles.nlm.nih.gov/CC/A/A/I/K/_/ccaaik.pdf</p>
<hr />
2 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Oswald Avery (1877 &#8211; 1955)</strong>:</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/oswaldavery.jpg" alt="" width="225" height="316" /></p>
<p>http://profiles.nlm.nih.gov/CC/A/A/L/P/_/ccaalp.jpg</p>
<p><a href="http://profiles.nlm.nih.gov/CC/" target="name_transparente"> Biografia de Oswald Avery</a></p>
<hr />
3 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Colin Macleod (1909 &#8211; 1972)</strong>:</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/Macleod.jpg" alt="" width="170" height="250" /></p>
<p>http://www.genomenewsnetwork.org/gnn_images/timeline/pictures/Macleod.jpg</td>
<p><a title="Sobre o experimento de Avery, Macload e McCarty" href="http://www.genomenewsnetwork.org/timeline/1944_Avery.shtml" target="_blank">Sobre o experimento de Avery, Macleod e McCarty</a></p>
<hr />
4 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Maclyn McCarty (n.1911)</strong>:</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/McCarty1.jpg" alt="" width="190" height="250" /></p>
<p>http://www.genomenewsnetwork.org/gnn_images/timeline/pictures/McCarty.jpg</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.biomol.org/historia/identifbact.shtml/feed</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>História: DNA como material hereditário</title>
		<link>http://www.biomol.org/historia/materialhereditario.shtml</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
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		<description><![CDATA[



A hipótese de que o DNA era a molécula que continha as instruções hereditárias foi levantada anos após a descoberta de sua existência no núcleo das células. Dois clássicos experimentos contribuiram para isso. O primeiro deles foi a identicação do material hereditário em bactérias, que levou à conclusão, em 1944, de que o princípio transformante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><script type="text/javascript"><!--
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</script><br />
A hipótese de que o DNA era a molécula que continha as instruções hereditárias foi levantada anos após a descoberta de sua existência no núcleo das células. Dois clássicos experimentos contribuiram para isso. O primeiro deles foi a <a href="/historia/identifbact.shtml">identicação do material hereditário em bactérias</a>, que levou à conclusão, em 1944, de que o princípio transformante das bactérias era o DNA. O outro experimento foi o da <a href="/historia/identiffagos.shtml">identificação do material hereditário de fagos</a>, que, em 1952, revelou que apenas o DNA do fago penetrava e se multiplicava nas bactérias gerando novos fagos. Após a descoberta de que o DNA era o material hereditário, iniciou-se uma série de pesquisas que buscavam elucidar sua estrutura, e entender quais características permitiam ao DNA ser o banco de memória da informação hereditária.</p>
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</script></p>
<p>Foram realizados experimentos que levaram a proposta do <a href="/historia/propduplahelice.shtml"> modelo da dupla hélice</a> do DNA (1953), experimentos que evidenciaram a <a href="/historia/replisemicon.shtml">replição semiconservativa</a> (1958) e um experimento que permitiu a visualição da <a href="/historia/replicrombac.shtml">replicação do cromossomo bacteriano</a> (1960).</p>
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		<title>História: Descoberta do DNA</title>
		<link>http://www.biomol.org/historia/existencia.shtml</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 12:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Biomol]]></category>
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		<description><![CDATA[



A descoberta do DNA ocorreu em 1869 e foi feita pelo bioquímico alemão Johann Friedrich Miescher1 (1844 &#8211; 1895). Miescher buscava determinar os componentes químicos do núcleo celular e usava os glóbulos brancos contidos no pus para suas pesquisas. Os glóbulos brancos eram um bom material pois são células que apresentam núcleos grandes e fáceis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><script type="text/javascript"><!--
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</script><br />
A descoberta do DNA ocorreu em 1869 e foi feita pelo bioquímico alemão Johann Friedrich Miescher<sup>1</sup> (1844 &#8211; 1895). Miescher buscava determinar os componentes químicos do núcleo celular e usava os glóbulos brancos contidos no pus para suas pesquisas. Os glóbulos brancos eram um bom material pois são células que apresentam núcleos grandes e fáceis de serem isolados do citoplasma. Além disso, o pús era muito fácil de se conseguir na época em ataduras usadas em ferimentos.</p>
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</script></p>
<p>Analisando os núcleos, Miescher descobriu a presença de um composto de natureza ácida que era desconhecido até o momento. Esse composto era rico em fósforo e em nitrogênio, era desprovido de enxofre e resistente à ação da pepsina (enzima proteolítica). Esse composto, que aparentemente era constituído de moléculas grandes, foi denominado, por Miescher, nucleína. Essa substância foi isolada também da <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/cicatricula.htm')">cicatrícula</a> da gema do ovo de galinha e de espermatozóides de salmão.</p>
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</script></p>
<p>Em 1880, um outro pesquisador alemão, Albrecht Kossel<sup>2</sup> (1883 &#8211; 1927), demonstrou que a nucleína continha bases nitrogenadas em sua estrutura, explicando o fato da nucleína ser rica em nitrogênio. Nove anos depois, Richard Altmann<sup>3</sup> (1852 &#8211; 1900), que era aluno de Miescher, obteve a nucleína com alto grau de pureza, comprovando sua natureza ácida e dando-lhe, então, o nome de ácido nucléico.</p>
<p>A partir daí, o material mais utilizado para estudo e obtenção do ácido nucléico passou a ser o <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/timo.htm')">timo</a> de bezerro, cujo tecido apresenta células com núcleos grandes. Foi descoberto que a degradação do ácido nucléico do timo, chamado de ácido timonucléico, liberava quatro tipos de <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/nitrogenadas.htm')">bases nitrogenadas</a>:<br />
-    dois tipos de bases púricas: <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/adenina.htm')">adenina</a> e <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/guanina.htm')">guanina</a></p>
<p>-    dois tipos de<strong> </strong>bases pirimídicas: <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/citosina.htm')">citosina</a> e <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/timina.htm')">timina</a></p>
<p>Foi    demonstrado também que um outro produto da degradação do ácido nucléico era um glicídio com 5 átomos de carbono, uma <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/pentose.htm')">pentose</a>, no caso uma <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/desoxirribose.htm')">desoxirribose</a>. O fósforo estava presente na forma de um derivado do ácido fosfórico<strong>, </strong><a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/fosfato.htm')">fosfato</a><strong>. </strong> Tinha-se até o momento que o ácido nucléico era composto de bases nitrogenadas (púricas e pirimídicas), de um glicídio (pentose) e de fosfato.</p>
<p>Em 1890, foi descoberto em levedura (fermento) um outro tipo de ácido nucléico, que possuía <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/uracila.htm')">uracila</a> ao invés de timina e <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/ribose.htm')">ribose</a> ao invés da desoxirribose. Dessa maneira, foram caracterizados dois tipos de ácidos nucléicos, de acordo com o glicídio que possuíam:</p>
<p>-  ácido ribonucléico (RNA)<br />
-  ácido desoxirribonucléico (DNA)</p>
<p>Em 1912, Phoebus Levine<sup>4</sup> (1869 &#8211; 1940) e Walter Jacobs (1883 &#8211; 1967) concluíram que o componente básico dos ácidos nucléicos era uma estrutura composta por uma unidade que se constituía numa base nitrogenada ligada a uma pentose, e esta por sua vez, ligada a um fosfato. Esta unidade foi denominada de <a href="javascript:popUp('/wp-content/glossario/nucleotideo.htm')">nucleotídeo</a>.</p>
<p>Um ácido nucléico seria então uma molécula composta por vários nucleotídeos unidos entre si, ou seja, um polinucleotídeo.</p>
<p>Os estudos dos ácidos nucléicos continuaram por muitos anos sem que os cientistas soubessem de sua importância como material hereditário, descoberta que só foi realizada muitos anos depois.</p>
<hr />
1 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Johann Friedrich Miescher (1844 &#8211; 1895)</strong>:</p>
<p><img src="/wp-content/assets/images/miesch2.gif" alt="" width="201" height="271" /><br />
(Imagem retirada de: http://www.fml.tuebingen.mpg.de/miesch2.gif)</p>
<p><a href="http://www.fml.tuebingen.mpg.de/miescher.htm" target="name_transparente"> &#8211; Biografia de Johann Friedrich Miescher</a></p>
<hr />
2 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Albrecht Kossel (1883 &#8211; 1927):</strong><br />
<img src="/wp-content/assets/images/kossel.gif" alt="" width="140" height="198" /></p>
<p>http://www.nobel.se/medicine/laureates/1910/kossel-bio.html</p>
<p><a href="http://www.nobel.se/medicine/laureates/1910/kossel-bio.html" target="name_transparente">Biografia de Albrecht Kossel</a></p>
<hr />
3 &#8211; Para saber mais sobre <strong>Richard Altmann (1852 &#8211; 1900)</strong>:</p>
<p><a href="http://www.whonamedit.com/doctor.cfm/179.html" target="name_transparente">Biografia de Richard Altmann</a></p>
<hr />
4 &#8211; Para saber mais sobre<strong> Phoebus Levine (1869 &#8211; 1940)</strong>:</p>
<p><a href="http://www.britannica.com/eb/article?eu=49096&amp;tocid=0&amp;query=phoebus%20levine&amp;ct=" target="name_transparente">Informações sobre Phoebus Levine &#8211; Enciclopédia Britânica</a></p>
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